O salão preserva muitos elementos do passado do lugar

Há cerca de dois anos, o economista Marcelo Scistowicz tinha um emprego burocrático, vivia na ponte aérea entre Rio e São Paulo e, por hobby, fazia cursos de gastronomia e cozinhava para amigos. Em agosto de 2008, sua vida deu uma guinada radical: abriu o Quitandas Gourmet, um restaurante de cozinha mediterrânea que tem uma proposta diferente: ser mais do que um simples restaurante.
– A ideia, desde o início, era virar um espaço gastronômico, não apenas um restaurante – afirma ele. – Por isso, sempre procurei realizar oficinas e jantares temáticos de outros países.
Para celebrar a abertura do Quitandas, por exemplo, Scistowicz promoveu um workshop do chef José Hugo Celidônio. Seu último jantar espanhol teve direito até a show de dança flamenca. Por essas e outras, o ex-economista afirma que, mesmo com pouco tempo de existência, o Quitandas já tem seus “turistas habitués”, que sempre passam por lá em suas viagens pela serra fluminense. Isso, aliás, faz com que a qualidade do lugar permaneça sempre alta.
– Por não estarmos numa cidade grande, o público daqui tem menos rotatividade, e por isso ele se torna mais exigente. A clientela do Quitandas é mais cativa, que percebe qualquer alteração.
O Quitandinha, espaço histórico de Petrópolis que já foi um importante hotel-cassino, foi recentemente comprado pelo Sesc, e agora está sendo totalmente recuperado. Por isso, o ambiente do Quitandas mantém um viés histórico bastante acentuado. As cadeiras e mesas originais do lugar, a parede atrás do bar, toda pintada à mão, o chão de tacos de madeira trabalhados... Tudo contribui para uma atmosfera de época bastante charmosa, que é, claro, o chamariz de Petrópolis.
– Por isso digo que o Quitandas é “arquitetura, história e gastronomia num só lugar” – brinca Scistowicz. – O Quitandinha é todo tombado. Por isso não podemos mudar praticamente coisa alguma do lugar.
A clientela da casa é de todos os tipos. Os preços, nem absurdamente caros nem “baratinhos”, atraem tanto o público de poder aquisitivo mais alto quanto os de posses mais modestas.
– A adega foi montada por um sommelier para ser bem eclética. Tem vinho para todos os gostos e bolsos – define Scistowicz, que segue analisando: – Numa metrópole como o Rio, o público é muito maior, e a rotatividade, também. Mas aqui em Petrópolis eu tenho algumas vantagens, como o fato de sempre ter legumes e vegetais frescos direto do fornecedor, e não ter problemas de violência ou de estacionamento.
Embora ainda exerça, vez ou outra, consultorias na área de economia, Scistowicz se dedica totalmente à gastronomia. Além do restaurante no Quitandinha, ele tem mais dois projetos no ramo em andamento. Um deles é inspirado no chef inglês Jamie Oliver, e se trata de uma reformulação nos itens servidos nas merendas das escolas municipais de Petrópolis. O sócio do Quitandas também está envolvido na organização de um evento de gastronomia da cidade, que acontece ainda em novembro deste ano.
Quitandas Gourmet, Sesc Quitandinha, Rua Joaquim Rolla, 2, Petrópolis (24-2242-7764). 2ª a 5ª, das 12h às 17; 6ª e sáb., das 12h às 23h. Capacidade: 78 pessoas.
20/08/2009 08:31
Conheci o restaurante Quitandas este fim de semana e adorei , o cardápio é muito bem elaborado , a carta de vinhos também é excelente , a vista é maravilhosa e o Marcelo manda muito bem.Nota 10 , aprovei e recomendo.
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Fui ao restaurante no sábado (15/5/2010) esperando almoçar no requintado salão do que já foi o Quitandinha e quanta decepção. Em primeiro lugar, o salão estava fechado e havia apenas uma antesala disponível para o almoço, havia também uma meia varanda mas estava reservada para um grupo. De qualquer modo, fiquei muito frustrado de não poder almoçar no salão do restaurante, aquele da foto acima. Em segundo lugar, mesmo com pouquíssimo movimento, os garçons foram muito lentos no atendimento, sendo preciso gesticular para chamá-los e mesmo assim o atendimento não era imediato à chamada. Por fim, o couvert que serviram não era aquele previsto no cardápio, que contava com cinco itens, ao passo que somente veio à mesa três itens. Não houve nenhuma grosseria dos atendentes, é verdade, mas também não ofereceram qualquer simpatia ou gentileza que os diferenciassem dos restaurantes de nível mediano.
Em relação ao postado acima, o Quitandas Gourmet gostaria de tecer os seguintes comentários: - o espaço do Quitandas Gourmet se limita as varandas do lado direito do Hotel Quitandinha (que aperace na foto da matéria) e a parte interior do que era o antigo "bar". - os salões do Quitandinha hoje são propriedade de uma grande instituição, que mantem os salões fechados por decisão própria. O Quitandas, aliás, lamenta profundamente esta decisão. - o cardápio do Quitandas foi alterado neste ultimo final de semana. Infelizmente os cardápios físicos só chegaram sábado à tarde, com as alterações realizadas, inclusive a do "couvert". Entretando, vale ressaltar que tal mudança foi avisada ao Sr. Marcello. - as varandas realmente estavam fechadas para um evento de aproximadamente 80 pessoas. Trabalhamos com um sistema de avaliação do restaurante, que o Sr. Marcello não preencheu, para que possamos estar sempre nos aprimorando. Neste dia 15/5, todas estas avaliações que recebemos foram de "bom" para "muito bom". O que nos deixou muito satisfeitos. Mas, imaginamos a frustação do Sr. Marcello em relação aos "salões do Quitandinha", pois são realmente lindos e é uma pena que não se possa, hoje, visitá-los. Cordialmente, Quitandas Gourmet