

Doses radicais de provocação
Bolívar Torres

Sai o repórter homofóbico cazaque, entra o fashionista gay austríaco. Passando de um extremo ao outro, Sacha Baron Cohen conseguiu fazer, basicamente, o mesmo filme. O comediante continua deslocando-se pelos confins da América como uma intervenção ambulante, que escancara a ignorância yankee com doses radicais de provocação. Assim como Borat, o novo longa traz uma pretensão experimental que não se concretiza – simula um terromoto, mas provoca, na prática, apenas um leve tremor.
Fica claro que Cohen, infelizmente, não é Andy Kaufman. Está mais para um Michael Moore. Usa as mesmas manipulações toscas do corpulento documentarista, mas com a vantagem de não posar como superherói dos direitos humanos. Enquanto Moore dá lições de moral, Cohen se limita – inteligentemente – a uma bagunça divertida, embora não tão iconoclasta como julga ser.
13/08/2009 16:23
muito fraco mesmo, uma decepção
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