
Sem o gênio narrativo direto e eficaz de John Carpenter
Marco Antonio Barbosa

Esta produção de 2007 tenta dar um reboot na história do serial killer Michael Myers, lançado em 1978 com o Halloween original de John Carpenter. Só que aqui não há o gênio narrativo direto e eficaz de Carpenter, e sim os devaneios psicológicos de Rob Zombie. Num prólogo centrado na infância do futuro matador (interpretado por Daeg Faerch), vemos as origens para seu comportamento assassino. Os suspeitos habituais são apontados (família desestrutrada, problemas mentais, isolamento), mas Zombie supera os clichês e consegue fazer do pequeno Myers um personagem até mesmo comovente: entendemos as razões de sua psicopatia e chegamos a criar uma certa identificação com o pirralho.
A segunda parte, que mostra Myers 17 anos depois, saindo de um manicômio e pronto para voltar a matar mais uma vez, é bem menos interessante. Agora transformado num gigante mascarado (Tyler Mane), o assassino perde sua personalidade e limita-se, como esperado, a empilhar corpos e mais corpos. A partir daí, a narrativa comporta-se como o esperado em um slasher movie dos mais banais (ainda que filmado e iluminado com bastante competência). Um consolo: ainda é melhor que todas as sequências do filme original.
24/07/2009 18:03
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